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Laboratório de Psicologia de Barcelos - Terapia de Ansiedade

Terapia de Ansiedade

O que é a Ansiedade?

Pode definir-se a ansiedade como um estado psicológico de medo devido à antecipação de uma situação potencialmente perigosa ou desagradável, acompanhado de sintomas de somatização. A fonte de perigo antecipado pode ser interno ou externo.

A ansiedade é natural e útil. No passado serviu para o homem primitivo escapar dos perigos que o rodeavam.  

Ela é  recurso que  incita as pessoas a procurar e encontrar soluções positivas. É uma poderosa fonte de acção e evolução do próprio indivíduo. No entanto, quando a ansiedade atinge máximos  de forma sistemática, ela torna-se patológica. Nestas situações, começa a haver alterações no funcionamento saudável da pessoa nas várias vertentes da sua vida.

São três as origens da ansiedade dita  patológica:

Existem vários tipos de perturbação de ansiedade:

1. Pânico e Agorafobia

Consegue dormir com tranquilidade… ou está a pensar na apresentação que vai ter que fazer e não gosta de falar à frente de tanta gente? Evita locais com muita gente, locais longe de casa ou situações em que está sozinho(a)? Não gosta de passar em pontes, viadutos, vias rápidas ou auto-estradas? Evita locais de espetáculo, sobretudo se a porta estiver inacessível? Evita os transportes públicos? Evita ter reuniões?

Quer o pânico, quer a agorafobia são perturbações progressivas: sem tratamento eficaz, vão piorando. 2,7% de pessoas, em qualquer ano, sofrem desta perturbação o que, só em Portugal, resulta em cerca de 280 mil pessoas afectadas (aproximadamente o dobro de mulheres). É uma perturbação que se instala em idades jovens (finais da adolescência, início da idade adulta), ainda que existam casos com o seu início em qualquer idade.

Esta perturbação tem, por vezes, companhias indesejáveis, sendo as mais frequentes a depressão, a perturbação obsessivo-compulsiva e a perturbação da ansiedade generalizada.

Critérios de diagnóstico para o “Ataque de pânico”

Um período de tempo de medo ou desconforto intensos durante o qual quatro (ou mais) dos seguintes sintomas se desenvolveram abruptamente e atingiram um pico num espaço de 10 minutos:

Palpitações cardíacas, batimentos cardíacos fortes ou coração acelerado

Critérios de diagnóstico para a “Perturbação de pânico”

Para o diagnóstico, exige-se a presença de ataques de pânico, recorrentes e inesperados, bem como o facto de pelo menos um desses ataques de pânico ter sido seguido de um mês (ou mais) de uma ou mais das seguintes características:

Preocupação persistente com a possibilidade de ter novo ataque

Preocupação relativamente às implicações ou consequências do(s) ataque(s) de pânico (exemplo: perda de controlo, ter um ataque cardíaco, enlouquecer)

Uma modificação significativa no comportamento relacionado com os ataques de pânico

Critérios de diagnóstico para a “Agorafobia”

A agorafobia define-se como ansiedade em estar em locais ou situações das quais resulte difícil ou embaraçoso escapar ou em que possa não haver ajuda disponível no caso de se ter um ataque de pânico inesperado ou associado a essa situação. Os medos agorafóbicos envolvem, tipicamente, um conjunto de circunstâncias que incluem estar fora de casa sózinho, estar em sítios com muita gente ou numa fila, passar em pontes, viajar de autocarro, comboio ou carro.

As situações que geram medo são evitadas ou vivenciadas com perturbação elevada ou com ansiedade face à possibilidade de se ter um ataque de pânico (ou sintomas de pânico) ou, ainda, a pessoa necessita de um acompanhante para as conseguir enfrentar.

Exclui-se um diagnóstico de agorafobia quando a sintomatologia é melhor enquadrada noutra perturbação da ansiedade.

2. Ansiedade Social e Fobia Social

Ansiedade social refere-se ao nervosismo ou desconforto em situações sociais, habitualmente devido ao medo que a pessoa tem de poder fazer alguma coisa que possa ser embaraçoso ou ridículo, ou na qual possa causar má impressão, ou que possa ser julgada, criticada ou avaliada negativamente por outras pessoas.

Critérios de diagnóstico

Medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais e de desempenho nas quais o sujeito está exposto a pessoas desconhecidas ou à possível observação de outras. O sujeito teme poder vir a comportar-se (ou mostrar sinais de ansiedade) de modo humilhante ou embaraçador. Nota: em crianças, tem de existir evidencia da capacidade para estabelecer relações sociais apropriadas para a idade com pessoas conhecidas e a ansiedade deve ocorrer também com as crianças da sua idade e não somente nas interacções com os adultos.

A exposição à situação social temida provoca quase sempre ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico situacional ou situacionalmente predisposto. Nota: em crianças, a ansiedade pode ser expressa por choros, birras, imobilidade ou receio nas situações sociais com pessoas desconhecidas.

A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional. Nota: em crianças esta característica pode estar ausente.

As situações sociais ou de desempenho são evitadas ou enfrentadas com intensa ansiedade ou mal-estar.

O evitamento, antecipação ansiosa ou mal-estar nas situações sociais ou de desempenho interferem significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional (ou académico), relacionamentos ou actividades sociais ou existe mal-estar acentuado por ter a fobia.

Em sujeitos com idade inferior a 18 anos, a duração é pelo menos de seis meses.

O medo ou o evitamento não são provocados por efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo, drogas de abuso, medicação) ou um estado físico geral e não são melhor explicados por outra perturbação (por exemplo, Perturbação de Pânico, Com ou Sem Agorafobia, Perturbação da Ansiedade de Separação, Perturbação Dismórfica Corporal, Perturbação Global do Desenvolvimento ou Perturbação Esquizóide da Personalidade).

Se um estado físico geral ou outra perturbação estiverem presentes, o medo do critério A não está relacionado com eles, por exemplo, o medo não é de Gaguejar, de tremer na doença de Parkinson ou de exibir um comportamento alimentar anormal na Anorexia ou Bulimia Nervosa.

A ansiedade, preocupação ou sintomas físicos causam mal-estar clinicamente significativo ou deficiência no funcionamento social, ocupacional ou em qualquer outra área.

A perturbação não é causada pelos efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo, droga de abuso, medicação) ou um estado físico geral (por exemplo, hipertiroidismo) e não ocorre exclusivamente durante uma Perturbação do Humor, uma Perturbação Psicótica ou uma Perturbação Global do Desenvolvimento.

3. Perturbação da Ansiedade Generalizada

Preocupações… Com o trabalho – será que vou conseguir dar conta deste projeto, será que tenho capacidades para o desempenho desta função, será que vou ser bem avaliado(a)? Com as crianças – será que escolhi bem a escola, será que estou a ser bom educador, e se não lhes estou a dar uma alimentação correta, e se crescem com problemas por eu ter pouco tempo? Com a relação conjugal – e se ele(a) se desinteressou, e se eu falho outra vez, será que vou ser capaz de levar isto por diante? Com os pais – e se adoecem, será que estão bem, e se não aprovam a minha decisão? Com os outros – mas porque é que ele(a) não me liga há uma semana, será que disse alguma coisa errada, e porque é que eu estive tão calada(o) naquele jantar, será que me vão achar estúpido(a) por ter esta opinião? Com a vida rotineira do dia-a-dia – e se eu chego atrasado(a), tenho medo de não conseguir cumprir o prazo, o dinheiro pode não chegar, será que consigo vender a casa a tempo da mudança, e se as taxas sobem e não consigo cumprir a prestação, e se esta tosse é mais do que uma constipação? Preocupações e mais preocupações. Insistentes recorrentes e excessivas. Cansam-no(a), moem-lhe o corpo, arrasam-lhe o humor, interferem com o sono.

O diagnóstico tem, obrigatoriamente, de ser feito por um psicólogo ou psiquiatra, porque é fácil confundir esta perturbação com outros quadros de ansiedade, ainda que seja muito frequente: 2% a 4% da população, afetando 2 a 3 vezes mais mulheres do que homens. A importância do diagnóstico é a adequação da forma de intervenção psicoterapêutica, muito específica para esta disfunção ansiosa.

A perturbação da ansiedade generalizada é progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando, especialmente em situações de stress acrescido. Com alguma frequência, a situação é complicada com a presença simultânea de outras perturbações igualmente do foro psicológico/psiquiátrico; as companhias indesejáveis mais frequentes são: perturbações depressivas, perturbação do pânico, perturbações pela utilização de substâncias, e situações globalmente médicas associadas a stress, como o síndrome do cólon irritável.

Critérios de diagnóstico

Ansiedade ou preocupação (apreensão expectante) excessivas que ocorrem durante mais de metade dos dias, durante pelo menos 6 meses, acerca de um número de acontecimentos ou actividades (tais como o trabalho ou o desempenho escolar).

A pessoa tem dificuldade em controlar a preocupação.

A ansiedade e preocupação estão associadas com três (ou mais) dos seguintes sintomas (com, pelo menos, alguns sintomas presentes mais de metade dos dias durante 6 meses):

O foco da ansiedade e preocupação não está limitado às características de uma perturbação de Eixo I, por exemplo, a ansiedade e preocupação não estão relacionadas com ter um ataque de pânico (como na Perturbação do Pânico), ficar embaraçado em público (como na Fobia Social), ser contaminado (como na Perturbação Obsessivo-Compulsiva), estar afastado de casa ou dos familiares íntimos (como na perturbação da Ansiedade de Separação), aumentar de peso (como na Anorexia Nervosa), ter queixas físicas múltiplas (como na Perturbação de Somatização) ou de ter uma doença grave (como na Hipocondria), e a ansiedade e preocupação não ocorrem exclusivamente durante a Perturbação Pós-Stress Traumático.

A ansiedade, preocupação ou sintomas físicos causam mal-estar clinicamente significativo ou deficiência no funcionamento social, ocupacional ou em qualquer outra área. &F – A perturbação não é causada pelos efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo, droga de abuso, medicação) ou um estado físico geral (por exemplo, hipertiroidismo) e não ocorre exclusivamente durante uma Perturbação do Humor, uma Perturbação Psicótica ou uma Perturbação Global do Desenvolvimento.

4. Obsessivo-Complusiva

Tem pensamentos que o incomodam, quer porque surgem insistentemente, quer porque o seu conteúdo lhe provoca ansiedade e lhe parece absurdo, e de que gostaria de se livrar, mas, por mais que tente, não o consegue fazer? Quando um desses pensamentos lhe surge, costuma fazer alguma coisa específica, que ajuda a reduzir o desconforto? Sente-se na necessidade de repetir algumas acções várias vezes, sem nenhum motivo aparente? Passa muito tempo em actividades de limpeza pessoal ou da casa ou dos objectos que o rodeiam? Verifica frequentemente aquilo que fez? As suas actividades de rotina diária levam muito tempo a ser executadas? Preocupa-se com questões de organização dos objectos, a sua localização correcta e com a sua simetria?

Critérios de diagnóstico “Obsessões”

Uma obsessão define-se pela presença simultânea das seguintes 4 condições:

Pensamentos, impulsos ou imagens mentais, recorrentes e persistentes, que são experimentados, durante algum período da perturbação, como intrusivos e inapropriados e que causam ansiedade ou mal-estar intensos.

Os pensamentos, impulsos ou imagens mentais não se referem simplesmente a preocupações excessivas sobre os problemas da vida do dia-a-dia.

A pessoa tenta ignorar ou suprimir esses pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou acção.

A pessoa reconhece que esses pensamentos obsessivos, impulsos ou imagens são um produto da sua mente (não são impostas do exterior como na inserção de pensamentos).

Critérios de diagnóstico de “Compulsões”

As compulsões definem-se pela presença das seguintes 2 condições:

Comportamentos repetitivos (por exemplo, lavagem de mãos, actos de organização, verificação) ou actos mentais repetitivos (por exemplo, rezar, contar, repetir palavras mentalmente) que a pessoa se sente compelida a executar como resposta a uma obsessão, ou de acordo com regras que têm de ser aplicadas de uma forma rígida.

Os comportamentos ou actos mentais destinam-se a evitar ou reduzir o mal-estar ou a evitar uma situação ou acontecimento que provoca medo; no entanto, estes comportamentos ou actos mentais ou não se relacionam de uma forma realística com a situação que se destinam a neutralizar ou evitar, ou são claramente excessivos.

Critérios de diagnóstico da “Perturbação obsessivo-compulsiva”

Para o diagnóstico de perturbação obsessivo-compulsiva é necessária a presença de obsessões e/ou compulsões. Além disso:

Nalgum momento ao longo do curso da perturbação, a pessoa reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais (isto não se aplica a crianças).

As obsessões ou compulsões geram forte mal-estar, consomem tempo (mais do que uma hora diária) ou interferem significativamente com a rotina normal da pessoa, o funcionamento profissional (ou académico), ou as actividades sociais ou relações interpessoais.

Se existir outra perturbação do Eixo 1, o conteúdo das obsessões ou compulsões não se limita a essa perturbação (exemplo: preocupação com alimentação, no caso de uma perturbação do comportamento alimentar; arrancar cabelos, no caso de tricotilomania; preocupação com a aparência pessoal no caso de perturbação dismórfica corporal; preocupação com drogas no caso de perturbação por utilização de substâncias; preocupação com a possibilidade de ter uma doença grave no caso de hipocondria; preocupação com impulsos ou fantasias sexuais no caso de parafilia; ou ruminações de culpa no caso de perturbação depressiva major).

A perturbação não é causada pelos efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo, drogas de abuso ou medicação) ou de um estado físico geral.

5. Traumas

A Perturbação Pós-Stress Traumático (PPST) é um problema de ansiedade que surge, como o próprio nome indica, depois de uma pessoa ter sido exposta a um acontecimento que constituiu um trauma psicológico.

Se já foi exposto(a) a um acontecimento que constitui um trauma psicológico é possível que tenha desenvolvido um problema de ansiedade relacionado com essa situação.


6. Fobias

Correspondem a um medo significativo e persistente, excessivo ou irracional na presença ou antecipação de um determinado objecto ou situação. E, no entanto, existe alguma confusão a propósito do que é e não é uma fobia, das suas origens e respectivas formas mais eficazes de tratamento.

Critérios de diagnóstico

Medo pronunciado e persistente, que é excessivo ou irracional, surgindo na presença ou antecipação de um objecto ou situação específicos (ex: viajar de avião, alturas, animais, receber uma injecção, ver sangue)

A exposição ao estímulo fóbico provoca quase de imediato uma resposta de ansiedade que pode assumir a forma de um ataque de pânico específico à situação. Nota: em crianças, a ansiedade pode ser expressa por choro, birras, paralisia de movimentos, agarrar-se às pessoas.

A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou ilógico. Nota: nas crianças, este componente pode não estar presente.

A situação fóbica é evitada ou é suportada com um desconforto e ansiedade intensos.

O evitamento, ansiedade antecipatória ou desconforto da situação temida interfere significativamente com a rotina normal da pessoa, com o seu funcionamento ocupacional (ou académico), ou com as suas relações ou actividades sociais, ou existe perturbação significativa com o facto de ter a fobia.

Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração mínima é de 6 meses.

A ansiedade, ataques de pânico ou evitamento fóbico associados com o objecto ou situação específicos não podem ser melhor explicadas por outra perturbação mental, tal como a Perturbação Obsessivo-compulsiva (por exemplo, medo de sujidade para alguém com obsessões de contaminação), Perturbação de Pós-Stress Traumático (por exemplo, evitamento de estímulos associados a um agente stressor grave), Perturbação da Ansiedade de Separação (por exemplo, evitamento da escola), Fobia Social (por exemplo, evitamento de situações sociais por medo de ser humilhado), Perturbação do Pânico com Agorafobia ou Agorafobia sem Historial de Perturbação do Pânico.

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