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Laboratório de Psicologia de Barcelos - Traumatismo cranioencefálico

Traumatismo cranioencefálico

O que é?

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das maiores causas de lesão cerebral, com altos índices de morbidade e mortalidade entre os jovens, sendo considerado um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2006). 

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Quais as sequelas?

As sequelas decorrentes do TCE causam considerável impacto na qualidade de vida dos pacientes e dos seus familiares (Silva, Dylewski, Rocha, & Morais, 2009). Dentre as sequelas após o TCE, as alterações neuropsicológicas são consideradas fatores importantes para um prognóstico pobre do ponto de vista ocupacional, social e emocional, pois exercem grande influência tanto no grau de independência funcional e retorno ao trabalho, como também no estabelecimento de relações familiares e sociais satisfatórias (Carvajal-Castrillón, Henao, Uribe, Margarita, & Lopera, 2009; Muñoz-Céspedes, Paúl-Lapedriza, Pelegrín-Valero, & Tirapu-Ustarroz, 2001; Ponsford, 1995). Desse modo, ressalta-se a importância da reabilitação cognitiva que possibilite a melhora da qualidade de vida em pacientes com TCE (Cuervo & Quijano, 2007).

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Quais as características?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o TCE é caracterizado como qualquer agressão que acarreta lesão anatómica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges ou encéfalo. 

Como se classifica?

O TCE pode ser classificado segundo a sua morfologia, mecanismo e gravidade (Andrade, Santos, & Bueno, 2004; Parker, 1990). A nível morfológico o TCE é classificado como fratura de crânio ou lesão intracraniana. 

Que mecanismos causam o TCE?

Em relação aos mecanismos que originam o TCE ressalta-se os dois principais: por impacto direto e por fatores inerciais. O mecanismo de TCE por impacto ocorre quando há colisão da cabeça com objetos fixos ou quando algum objeto em movimento atinge a cabeça. As forças decorrentes do impacto geralmente causam lesões encefálicas focais na parte diretamente atingida, tais como as fraturas de crânio, os hematomas subdural ou epidural e a contusão. O trauma por fatores inerciais ocorre quando há uma mudança abrupta de movimento, envolvendo forças de aceleração e desaceleração, e pode ocasionar inúmeros danos, como a ruptura de veias cerebrais, laceração do parênquima contra estruturas rígidas do crânio e estiramento de neurónios, sendo este último caracterizado como lesão axonal difusa. A Lesão axonal difusa ocorre quando o axónio é destruído ou significativamente lesado ocasionando a morte do neurónio (Andrade, Santos, & Bueno, 2004; Parker, 1990).

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Que deficits pode apresentar um sobrevivente?

As vítimas que sobrevivem ao TCE podem apresentar deficiências e incapacidades que são temporárias ou permanentes, interferindo na capacidade do indivíduo desempenhar as suas funções (Sousa, Regis, Koizumi, 1999).

A partir da observação clínica e de estudos realizados com pessoas após TCE alguns autores relataram que as incapacidades resultantes do TCE podem ser divididas em três grupos: físicos, cognitivos e comportamentais/emocionais. Os défices físicos são diversificados, podendo ser visuais, motores, entre outros; os défices cognitivos mais frequentes incluem problemas com atenção, memória e aprendizagem e funções executivas (Gouveia, Padre, Lacerda, & Boschetti, 2009; Ponsford, Sloan, & Snow, 1995; Raskin & Mateer, 2000); e os comportamentais/emocionais são a perda de autoconfiança, comportamento infantil, motivação diminuída, e mais frequentemente, irritabilidade e agressão.

Salienta-se que os défices de atenção são apontados como um dos maiores problemas depois de um trauma crânio encefálico, pois além de serem frequentes em pessoas com lesão cerebral, interferem no funcionamento de outros processos cognitivos importantes como a memória, funções executivas, percepção e linguagem (Bennet, Malia,Linton, Raymond, & Bewick, 1997; Cuervo & Quijano, 2008; Gil & Martínez, 2008; Schmitter-Edgecombe, 1996).

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O que acontece após o prognóstico?

Uma recente revisão bibliográfica, que descreve os fatores relacionados com o prognóstico das vítimas de TCE, mostrou que as alterações neuropsicológicas pós-traumáticas constituem um dos principais fatores que determinam o futuro dessas pessoas, pois condiciona, de forma distinta, tanto o grau de independência funcional alcançado e retorno ao trabalho, como também o estabelecimento de relações familiares e sociais satisfatórias (Muñoz-Céspedes, Paúl-Lapedriza, Pelegrín-Valero, Tirapu-Ustarroz, 2001).

Quais as consequências para os cuidadores?

Comprovando essas observações, as pesquisas que descrevem as consequências negativas vivenciadas pelos cuidadores de vítimas de TCE mostram que as suas causas são mais determinadas pelas mudanças comportamentais, emocionais, sociais e cognitivas desenvolvidas pelas vítimas de TCE que pelas mudanças associadas com a incapacidade física Brooks, Campsie, Symington, Beattie, Mckinlay, 1986; Marsh, Kersel, Havill, Sleigh, 1998.

Segundo Jennet e cols. (1981) as alterações neuropsicológicas pós TCE contribuem, primariamente, para a incapacidade em dois terços dos pacientes, enquanto que o défice motor e outras sequelas neurofisiológicas contribuem, na mesma medida ou de forma predominante, na terceira parte restante.

É fulcral considerar que os pacientes podem apresentar mais de um padrão de alterações e que a gravidade do TCE determinará, em grande medida, se haverá de facto sequelas significativas ou não. Sujeitos que sofreram TCE leve podem apresentar algumas alterações na fase pós-aguda que não se caracterizam como sequelas permanentes, porém muitos destes pacientes, embora aparentemente sem alterações cognitivas, poderão apresentar dificuldades para retomar as atividades prévias. Por outro lado, no TCE grave, pode-se observar comprometimento em várias esferas, sem que seja possível determinar um padrão único de prejuízos (Gouveia, Fabrício, 2004).

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Quais as consequências neurológicas após um TCE?

As consequências neuropsicológicas que se apresentam após um TCE podem ser muito diversificadas e dependem de fatores relacionados com a gravidade da lesão, o tipo de dano cerebral, a localização e a extensão das zonas afetadas, as consequências fisiopatológicas e, de outros fatores relacionados ao paciente, como idade, nível de escolaridade e personalidade pré-mórbida (Arias, Pérez, 2002).

Como se processa a reabilitação neuropsicológica de um sobrevivente?

Na reabilitação neuropsicológica os sujeitos com lesão cerebral trabalham juntamente com profissionais da área da saúde, familiares e membros da comunidade para remediar ou aliviar os défices cognitivos consequentes de um dano cerebral. É importante ressalvar, ainda, que a reabilitação neuropsicológica não se limita ao tratamento dos défices cognitivos. Todavia, o desenvolvimento de procedimentos especificamente direcionados aos défices cognitivos é parte importante desse processo de reabilitação. A reabilitação cognitiva consiste na programação de tarefas que incluem técnicas de treino cognitivo e técnicas compensatórias, levando-se em conta a motivação, as limitações do paciente, assim como a possibilidade do seu sucesso nas atividades propostas. (Bolognani, Gouveia, Brucki, & Bueno,2000; Wilson, 1997).

De acordo com Abrizqueta-Gomez e Santos (2006) e Sohlberg e Mateer (2009/2001), existe uma série de estratégias para trabalhar problemas de atenção. Uma das estratégias consiste no treino da atenção, e outra estratégia tem o objetivo de compensar o défice, e não de remediá-lo. As estratégias de treino envolvem o uso de exercícios cognitivos projetados para melhorar e remediar.

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